SIMPÓSIO 21 - ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E A CONSTRUÇÃO DE SUBJETIVIDADES NO DISCURSO ESCOLAR

Coordenadores: 

Sinval Martins de Sousa Filho – Universidade Federal de Goiás - sinvalfilho7@gmail.com
Cristina Batista de Araújo – Universidade Federal de Mato Grosso - cristina.baraujo@uol.com.br

Resumo: 

O ensino de língua portuguesa em escolas monolíngues ou bilíngues auxilia na constituição de um discurso sobre o sujeito e, consequentemente, na construção de subjetividades. Os tipos de sujeito, geralmente, são constituídos a partir da ideia de que as relações de poder inscrevem os sujeitos em lugares sociais, de forma que seu posicionamento resulte em consequências para os outros e para si próprio. Assim, nesse simpósio, pretendemos discutir como se dão os processos linguístico-discursivos de subjetivação dos sujeitos escolares, e como tais imperativos são expressos nas práticas realizadas em sala de aula, em documentos, parâmetros, políticas educacionais e outros.

Para tanto, esperamos contar com pesquisas que adentrem o universo escolar e procurem, a partir desse universo, compreender algumas das práticas de subjetivação resultantes da relação entre este universo e aqueles que o perpassam. Esse simpósio busca, pois, compreender, por meio da abordagem discursiva, a construção de sentidos e o diálogo com a memória enunciativa dos discursos responsáveis pela produção de subjetividades na esfera escolar.

Partimos do pressuposto de que as sociedades requerem das escolas um tipo de sujeito que seja capaz de atender à demanda de sua época e, em nome disso, as escolas delineiam sujeitos a partir do governo de outros, colocando de lado os princípios do cuidado de si; favorecendo a criação de um sujeito que vigia e cuida do outro, que resguarda a moral para o outro.

Para cumprir com os objetivos de definição de subjetividades, há uma combinação entre a gestão política da espécie humana a partir de categorias científicas, jurídicas etc., e a criação de tecnologias do corpo, de práticas disciplinares que se orquestram para regular e avaliar o que os sujeitos fazem, o que dizem e o que são. E essa estratégia combinativa também pode estar presente nas aulas de língua portuguesa.

Palavras-chave: ensino de língua portuguesa; discurso escolar; processos de subjetivação; ética e cuidado de si.

Minibiografias: 

Coordenador 01
Professor Adjunto 3 (DE) na Faculdade de Letras - Universidade Federal de Goiás, onde atua na Graduação (cursos de licenciatura e bacharelado) e na Pós-graduação (Estudos Linguísticos), é Pós-Doutor em Psicolinguística e Doutor em Letras e Linguística. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino de Língua Portuguesa, Linguística e formação inicial e continuada de professores. Áreas temáticas de atuação: educação escolar, Língua Portuguesa e Língua Akwén-Xerente (Jê).

Coordenador 02
É doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás, professora do Instituto de Ciências Humanas e Sociais – UFMT e pesquisadora do CNPq - Círculo Goiano de Análise do Discurso (TRAMA - UFG) e do Grupo LIMIAR - Estudos em Linguagem e Mídia (UFMT). Tem experiência na área de Lingüística, com ênfase em Análise do Discurso de vertente francesa, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino, cotidiano, análise do discurso, ética e subjetivação.