SIMPÓSIO 24 - LITERATURA, HISTÓRIA E IMAGINÁRIO DO BRASIL COLONIAL: ESCRITAS E REPRESENTAÇÕES

Coordenadores: 

Pedro Carlos Louzada Fonseca – Universidade Federal de Goiás – pfonseca@globo.com
Márcia Maria de Melo Araújo – Universidade Estadual de Goiás – marcimelo@gmail.com

Resumo: 

As relações entre o que se constitui como material literário, história e formas do imaginário na formação de escritas e representações do Brasil colonial têm instigado não só teóricos e críticos literários em geral mas também autores da criação literária propriamente dita, historiadores e estudiosos de áreas afins à reflexão e investigação do modo e do ser desse fenômeno interrelacional nos seus aspectos retóricos, figurativos, estilísticos, políticos, culturais, ideológicos, seus desdobramentos e questionamentos nas diferentes modalidades que constituem esse corpus de representação escrita. Essa compósita realidade escritural constituída de cartas, tratados, relatos, diários, diálogos e formas de escritas criativas e literárias, em que se mesclam ficção, poesia, realidade, documentação, ideário, formas do imaginário cultural, quando examinada numa perspectiva canônica da identidade dos gêneros apenas tem comprometido a validade da sua visão e o sentido da sua escrita. Entretanto, tal atitude parece não mais se sustentar, principalmente a partir dos achados teóricos a respeito da relação interdisciplinar entre literatura, história e imaginário. Tendo por base esses pressupostos, este simpósio receberá trabalhos que apresentem estudos crítico-teóricos e analíticos sobre a contribuição dessa relação presente nas diferentes modalidades dessa escrita colonial. Escrita essa que se comprometeu com um tipo de registro entre histórico e literário da realidade natural e das gentes do Brasil da época colonial, e na qual se fazem ideológica e politicamente presentes diversificadas formas do ideário e do imaginário cultural do colonizador não só português mas também de outras nacionalidades. Tais formas relevam-se especiais sobretudo por se constituírem de uma forma mentis dicotomizada entre valores da tradição medieval e construções do pensamento e da mentalidade do europeu no princípio dos tempos modernos. Emoldurada por essa realidade epistemológica bifronte surge, numa variedade de escritas, a representação do Brasil nos tempos da sua colonização.

Palavras-chave: Literatura, história e imaginário; Brasil colonial.

Minibiografias: 

Coordenador 01 – Pedro Carlos Louzada Fonseca é Professor Titular de Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (Brasil). É Ph. D. em Romance Languages pela University of New Mexico (USA). Autor do livro Bestiário e discurso do gênero no descobrimento da América e na colonização do Brasil (2011), tem publicado inúmeros artigos acerca do imaginário medieval na literatura colonial luso-brasileira e sobre a questão da mulher no pensamento medieval.

Coordenador 02 – Márcia Maria de Melo Araújo é professora de Literaturas de Língua Portuguesa do Curso de Letras na Universidade Estadual de Goiás, campus Pires do Rio. É doutora em Letras e Linguística pela Universidade Federal de Goiás. Atualmente desenvolve pesquisas na área dos Estudos Medievais, com projeto de pesquisa sobre as cantigas de amigo dos trovadores galego-portugueses.