SIMPÓSIO 25 – DEMONSTRAÇÃO DOS USOS, NORMAS E IDENTIDADES LINGUÍSTICAS LOCAIS

Coordenadores: 

Sebastião Elias Milani - Universidade Federal de Goiás - sebaselias37@hotmail.com

Daniel Marra da Silva - Instituto Federal do Tocantins - delmarra2004@hotmail.com

Resumo: 

A geolinguística é um campo de conhecimento linguístico que emergiu no final do século XIX a partir dos estudos de Georg Wenker (1852-1911), na Alemanha, e de Jules Gilliéron (1854-1956), na França. Os estudos de Serafim da Silva Neto (1917-1967) e Antenor Nascentes (1886-1972), limiar do terceiro quartel do século XX, destacam-se como pioneiros no campo da geolinguística brasileira. No entanto, apenas no final desse século, os atlas linguísticos regionais começaram a emergir, alavancando os estudos do Atlas Linguístico do Brasil – AliB – que avançou no início do do século XXI. Ancorados nos pressupostos teórico-metológicos da geolinguística e inspirados no desenvolvimento das pesquisas AliB surgiram os projetos de construção dos acervos audiovisuais da fala goiana (vinculado à UFG) e de Tocantins (vinculado ao IFTO). Tais acervos compoem os dados para o desenvolvimento dos atlas linguísticos de ambos os estados.

Apesar de o estado do Tocantins, antigo norte goiano, ter sido desmembrado do estado de Goiás há pouco mais de duas décadas, uma análise comparativa dos usos linguísticos e das identidades linguísticas dos povos dos dois estados poderá mostrar semelhanças, mas também diferenças, dadas as extensões de seus territórios, que divisam com vários estados da federação. Antoine Meillet (1906) postulou que os indivíduos, devido à necessidade de se comunicarem inteligivelmente, buscam a manutenção da mais alta identidade nos usos linguísticos, adotando, para tanto, uma norma, que se imporia a todos os indivíduos da mesma comunidade. Este simpósio busca, assim, congregar pesquisadores de todos os lugares do mundo que estejam desenvolvendo pesquisas relacionadas à descrição de variantes linguísticas locais e/ou que se dedicam ao estudo da língua de forma geral, que, a partir dos diferentes gêneros e suportes, possam depreender as variedades e normas linguísticas, em diferentes locais e épocas.

Palavras-chave: Geolinguística, uso, norma, identidade, língua.

Minibiografias: 

Coordenador 01: Doutor em Semiótica e Linguística Geral – USP (2000), Sebastião Elias Milani é professor da Universidade Federal de Goiás. Mantém dois projetos de pesquisa na Graduação e Pós-Graduação da UFG. O primeiro - grupo IMAGO - é em Historiografia-Linguística e visa a uma diacronia dos estudos de Linguagem e de Língua, e o segundo - LABOLINGGO - é em Geografia Linguística e dialetologia e visa a estudos sincrônicos e diacrônicos da língua falada em Goiás.

Coordenador 02: Doutor em Letras e Linguística - UFG (2012), Daniel Marra da Silva é professor do Instituto Federal do Tocantins. Atualmente, desenvolve pesquisa de pós- doutoramento em Linguística, com o projeto "Isoglossas da fala goiana na fronteira Goiás-Bahia", sob a supervisão do professor Dr. Sebastião Elias Milani. Também coordena o projeto "Construção do Acervo Audiovisual da Língua Falada no Tocantins e Demonstração das Normas Linguísticas Escrita e Falada no Tocantins", vinculado ao IFTO.